• A Capela é aberta diariamente ao público para a Missa conventual às 7h00, de Segunda-feira a Domingo.

Atendimento na Portaria: 8h30 às 12h00 e 14h00 às 18h00.

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Santa Teresa de Jesus-Preparação para o V Centenario do seu Nascimento

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V Centenário Teresiano

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Falar em Santa Teresa Margarida Redi é sempre reportar o termo “Abscondita”. Assim, embora tenha se esmerado em viver seu escondimento no Eterno, aquele bom perfume que é próprio de quem trata com Deus se espalha sobre sua vida.
Por conta disso, sabe-se que ela possuía um ligeiro conhecimento do latim, mas este pouco conhecimento lhe foi útil para compreender os salmos e as leituras do breviário. No recreio, pedia freqüentemente maiores explicações para religiosas mais instruídas. De tal maneira, pouco a pouco, o entendimento dos textos sagrados se lhe tornou tão familiar que, não raro, falando com alguma Irmã, ocorria citar estes textos em latim, tendo a licença de Pe. Idelfonso.
Outras vezes, durante o dia, viam-na murmurar consigo mesma alguns versículos dos salmos: o Ofício Divino para ela era substancioso alimento, que a mantinha em estado de contínua oração. Dizia que gostava de decorar as sentenças bíblicas para tê-las presente e qualquer necessidade. E assim o fez inúmeras vezes. Um bom exemplo foi por ocasião da morte de Pe. Idelfonso. Sofrera mais que todas e, no entanto, consolava todas, para si mesma repetia instantaneamente: “Se Deus é por nós quem será contra nós?”
Quando recebeu a graça ouvindo o texto joanino “Deus charitas est” uma de suas coirmãs desconfiou que fosse apenas um mero apreciar de palavras, mais tarde comenta: ...”causou-me curiosidade saber que efeitos ocorriam. Assim, refletindo sobre sua conduta, pareceu-me poder observar um novo modo de proceder que partindo do que era bom, procurava o ótimo no tocante à perfeição”.
Mas sua experiência na Sagrada Escritura não se limitou somente a este texto como se poderia pensar. O Pe. Idelfonso narra que “sempre que ouvia estas palavras: ‘Advocatum habemus apud Patrem, Jesum Christum justum’ ou ‘Semper vivens ad interpelandum pro nobis’ e que eu lhe permitia refletir mesmo de passagem sobre estas sentenças, de tal modo ela se inflamava no espírito de ternura e de confiança que se punha a falar sem perceber, nem se lembrar de sua habitual humildade ou seu desejo de manter o segredo de seu espírito”.
É de se notar, portanto, que a Escritura para ela – como é de praxe nos santos carmelitas - é o veio fontal que conduz a Deus. É, senão o único, o principal alimento da oração e da própria existência.


Como ninguém, assimilou o ponto da Regra que recomenda a leitura do Apóstolo São Paulo.
Curioso notar como soube aproveitar aquilo que é próprio de nossa vida, para trilhar seu caminho de intimidade e encontro com Deus. “Recito todas as manhãs a hora Terça por Vossa Reverência, para que o Espírito de amor e de luz desça sobre ti para operar todas as suas obras.” Ou “Eis o que li para ti no meu belo livro. Pequeno louvor de glória cantamos juntas o nosso hino de amor. Dia e noite digamos com David ‘quero acordar a aurora’ ”.
Nota-se nestes textos que o Ofício Divino não é somente uma oração comunitária privilegiada, interiorizada e usada como base de sua meditação pessoal e que, como próprio do contemplativo, não deixa de explodir nas suas relações com as coirmãs e na correspondência externa.
A Palavra de Deus, tal a freqüência com que a procurava e com Ela estava que se torna palavra “sua”, como se pode ver neste trecho: “Escutai minha filha, presta atenção, esquece o teu povo e a casa paterna e o Rei ficará enamorado de tua beleza. Parece-me que este apelo é um convite ao silêncio. Mas para ouvir é necessário esquecer a casa do próprio pai. Esquecer o próprio povo é mais difícil, parece-me, porque este povo é tão presente que faz parte, por assim dizer, de nós próprios!... É necessário esquecê-lo, abandoná-lo... A morte mística é quando a alma aniquila-se e esquece-se tanto de si mesma que se prepara para morrer em Deus... Madalena não sabia mais nada para além d’Ele. Podia haver barulho a sua volta... Não sei... Podiam acusá-la... Não sei... nem sua honra, nem as coisas exteriores conseguem fazê-la sair do seu silêncio sagrado.” (Obra citada, - Mergulho no Divino, pag. 263/ Ardens).
Vê-se aqui, citações de Salmos, Cântico dos Cânticos, São Paulo, num único texto: o seu! Ela se apropria da Escritura, transforma-a em palavra sua e deixa-se transformar por ela.
Elisabete permite que a Escritura seja a lima, a lixa de sua vida. Não é um “ler por ler”. Tampouco ler para admirar, mas a exemplo da própria Santa Madre Teresa é um ler para encontrar o mistério de sua própria vida; esclarecer as incógnitas que o sofrimento provoca em cada alma e configurar-se com Cristo. O que acontece com Ele é reflexo do que acontece consigo. Compreendê-Lo é compreender-se e apoiada n’Ele assume sua própria história de “esposa do Cristo, humanidade de acréscimo”.
Von Baltasar faz um comentário interessante sobre a paixão de Elisabete pela Escritura: “Ela não quer teologia, mas adoração da palavra enquanto revelada, e para isto, é necessária uma contemplação da própria Palavra, sustentada por aquele ‘sentido de Deus’ que é infundido no crente”

Assim, o caminho percorrido por beata Elisabete nas Sagradas Escrituras, é um caminho bem contrário às orientações de seu tempo. Se a época ainda trazia resquícios do jansenismo que procurava afastar a Sagrada Escritura das mãos do fiel, Elisabete fez dela um ‘manual de vida cristã’; sem ter lido tratado de exegese – pobres e raros – penetra no segredo dos textos sagrados e os traduz em vida.
“Deste modo, cercados como estamos de tal nuvem de testemunhos” (Hb 12, 1) corramos também nós, como sedentos às Fontes da Sagrada Escritura.
“O sedento enche-se de gozo ao beber e não se aborrece por não poder esgotar a fonte. Vença a fonte a tua sede, não vença a sede a fonte, porque se tua sede se sacia sem que a fonte se esgote, quando de novo sedento, dela poderás beber...” (“Diatessaron”, de Santo Efrém, diácono).
Imitemos, pois estes nossos irmãos e irmãs que nos precederam, com os olhos fixos em Jesus!
4h40: Despertar

5h: Ofício Divino da Manhã

5h30 às 6h30: Oração silenciosa, pessoal

6h30: Ofício Divino, Hora Terça

7h00: Celebração da Eucaristia

Café / Trabalho (Formação para o Noviciado)

11h00: Ofício Divino, Hora Sexta / Exame de consciência

11h30: Refeição/ Louça / Recreio

13h00 às 14h00: Silêncio sagrado/Tempo livre

14h00: Leitura espiritual de formação

14h45: Ofício Divino, Hora Nona/ Trabalho

16h35: Ofício Divino, da Tarde

17h00 às 18h00: Oração silenciosa, pessoal

18h00: Refeição/ Louça / Recreio

19h35: Ofício Divino, Completas/ Silêncio sagrado

21h00: Ofício Divino, de Leituras/ Repouso
www.carmelodesantos.com.br
R. Dom Duarte Leopoldo e Silva, 50 - Santos/SP