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Santa Teresa de Jesus-Preparação para o V Centenario do seu Nascimento

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“Um dia, ocupado no trabalho manual, comecei a pensar no exercício espiritual do homem. E eis que de repente, enquanto refletia, apresentaram-se a meu espírito quatro degraus espirituais: a leitura, a meditação, a oração, e a contemplação.
Esta é a escada dos monges, que os eleva da terra ao Céu. Embora divida em poucos degraus, ela é de imenso e incrível comprimento, com a ponta inferior apoiada na terra, enquanto a superior penetra as nuvens e perscruta os segredos do Céu. (Gn 28, 12)”.
Assim temos a sistematização da Lectio Divina em quatro degraus, por volta do ano 1150, quando Guido II, de origem francesa, monge cartuxo, escreveu um livrinho intitulado “A Escada dos Monges”.
Isto se deu no século XII; hoje, graças amodernas investigações, é possível conhecer os grandes rasgos e sua história.
O Novo Testamento, por exemplo, é resultado é resultado de leituras que os primeiros cristãos faziam do Antigo Testamento à luz dos seus dos seus problemas e à luz da nova revelação que Deus fez e si através da ressurreição de Jesus. Mais do que buscar informações sobre o passado, a Palavra de Deus lhes clareava o presente com a luz da presença do Deus-conosco: Cristo é Aquele de quem falam as Sagradas Escrituras; Ele é o Centro do Antigo e Novo Testamento.
Remontando ainda mais, vemos que a leitura divina tem suas raízes na religião judaica: no uso da Sinagoga, na leitura própria dos rabinos e de seus discípulos.
Orígenes, (*184 +253-254) o sábio mais fecundo da antigüidade cristã, o famoso mestre da Lectio Divina provavelmente aprendeu de seus mestres judeus este método. Entre as práticas ascéticas, Orígenes recomenda vivamente a leitura cotidiana das Sagradas Escrituras (hom. In Gn 10, 3).
Ler a Sagrada Escritura é, segundo os Santos Padres da Igreja, obrigação principal de todo cristão. A idéia é bem simples: cristão é quem segue Cristo; daí não se conceber cristão ou em termo ainda mais claro: santo sem a escuta da Palavra.
São João Crisóstomo (*344 +407) indignava-se quando diziam que ler a escritura é coisa de monge. “Não, dizia, é próprio de todos os que se vangloriam de ser cristãos”. Não obstante, a Bíblia estava se convertendo no livro do monge e o monge no homem da Bíblia.
Cassiano (*360 +435), o grande divulgador da espiritualidade monástica no Ocidente, insiste, seguindo Orígenes, no grande poder da renovação espiritual contida na leitura da Bíblia, não na de seus comentaristas. Em sua Conferência XIV, 10 exorta entre outras coisas: “Depois de haver deixado todos os teus cuidados e todos os teus pensamentos terrenos, esforça-te por aplicar-te assiduamente, ou melhor, constantemente, à leitura Sagrada, tanto que esta meditação contínua impregne finalmente a tua alma e a forme, por assim dizer, à sua imagem”.
São Bento (*480 +547) no capítulo 48 de sua Regra usa mesmo a expressão “lectio vacare”; trata-se de dedicar ao colóquio com Deus um tempo verdadeiramente livre de toda ocupação. No capítulo 53, 1-9 recomenda que ofereça ao hóspede o pão da Palavra: “Leia-se diante do hóspede a lei Divina para que se edifique...”
Assim, nos séculos V-VI, a “Lectio Divina”, já institucionalizada nos mosteiros, ocupa um lugar determinado no horário das comunidades. Todos os mestres do monaquismo recomendavam encarecidamente a “Lectio Divina”.
Os monges da Idade Média permaneceram fiéis á prática da “Lectio”, pelo menos até certo ponto, pois em alguns ambientes ia desvirtuando-se. Podemos falar de decadência?
No fim do século XII, a expressão “Lectio Divina” tornou-se cada vez mais rara; os escritores modernos encontram uma forma de oração que a suplanta: a oração mental e com ela os diversos livros ensinando métodos. Nesta época de transição, a leitura se converte em um exercício espiritual autônomo não orientado pela oração, sem o rigor exigido na “Lectio Divina” e conseqüentemente, um afastamento da Sagrada Escritura. Esta recupera, esporadicamente um lugar preferencial somente em certos autores e em certos ambientes religiosos. Era também o infeliz efeito da contra-reforma na vida da Igreja. O método do protestantismo fez perder o contato com a fonte.
Podemos considerar ainda na época de Santa Teresa de Jesus (*1515 +1582) o pouco acesso que se tinha à Sagrada Escritura; sua condição de mulher era também uma lição muito grande. Ela o confessa: “O fato de ser mulher me faz cair as asas” (V 10,8). A Sagrada Escritura estava proibida para o povo, pois as autoridades eclesiásticas temiam que se produzissem danos na fé. Ela mesma nunca teve um exemplar da Bíblia disponível, para lê-lo, estudá-lo e consultá-lo. Melquior Cano, um dos teólogos de seu tempo chegou a escrever: “Por mais que as mulheres reclamem com insaciável apetite comer deste fruto (ler a Sagrada Escritura), é necessário impedi-lo e pôr uma faca de fogo, para que o povo não chegue a ele”. (Cit. por M. Andrés, La teologia española em siglo XVI, 11, BAC)
“A Esposa do Verbo Encarnado, a Igreja, guiada pelo Espírito Santo sempre se esforçou por conseguir uma maior e mais profunda inteligência das Sagradas Escrituras, para poder alimentar continuamente os seus filhos com as palavras divinas” (DV23). Prova disto são as encíclicas Providentissimus Deus de Leão XIII, Spiritus Paraclitus de Bento XV, Divino Afflante Spiritu do Papa Pio XII da qual destacamos os parágrafos 9, 26 e 29 – isto para não mencionar todasa as exortações da Santa Igreja.
O Concílio Ecumênico Vaticano II, porém, em sua Constituição Dogmática Dei Verbum 25, ratificou e promoveu ainda mais, com todo o peso de sua autoridade, a restauração da “Lectio Divina”. O concílio fez voltar à centralidade da Palavra exortando com ardor e insistência a todos os fiéis cristãos, especialmente os religiosos, que, pela freqüente leitura das Divinas Escrituras, alcancem este bem supremo: “Tenham todos os dias em mãos a Sagrada Escritura, para aprenderem, pela leitura e meditação dos Divinos textos, ‘a ciência eminente de Jesus Cristo’ ”.
“Viver em meio destas coisas, meditá-las, não saber mais nada, nem mais nada procurar, não vos parece que é já, estando ainda na terra, morar no Céu?” (S. Jerônimo, Ep, 53, 10; PL XXII)
A este respeito torna-se útil citar ainda documentos mais recentes como a Carta Apostólica “Novo Millenio Ineunte”, 34;39; “Partir de Cristo” III, 24.
Assim, sempre no “hoje” do tempo favorável da graça, somos introduzidos na força misteriosa da Palavra Divina, que se realiza, se faz acontecimento em nós – a mesma Palavra Divina – JESUS CRISTO- que temos escutado.
4h40: Despertar

5h: Ofício Divino da Manhã

5h30 às 6h30: Oração silenciosa, pessoal

6h30: Ofício Divino, Hora Terça

7h00: Celebração da Eucaristia

Café / Trabalho (Formação para o Noviciado)

11h00: Ofício Divino, Hora Sexta / Exame de consciência

11h30: Refeição/ Louça / Recreio

13h00 às 14h00: Silêncio sagrado/Tempo livre

14h00: Leitura espiritual de formação

14h45: Ofício Divino, Hora Nona/ Trabalho

16h35: Ofício Divino, da Tarde

17h00 às 18h00: Oração silenciosa, pessoal

18h00: Refeição/ Louça / Recreio

19h35: Ofício Divino, Completas/ Silêncio sagrado

21h00: Ofício Divino, de Leituras/ Repouso
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R. Dom Duarte Leopoldo e Silva, 50 - Santos/SP