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Santa Teresa de Jesus-Preparação para o V Centenario do seu Nascimento

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“A Igreja sempre venerou as Divinas Escrituras, da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor, já que, principalmente na Sagrada Liturgia, sem cessar, toma da mesa tanto da Palavra de Deus quanto do Corpo de Cristo, o Pão da Vida, e o distribui aos fiéis.” (Dei Verbum 21)
O Concílio Vaticano II ainda em seu decreto “Dei Verbum”, 25 ratificou e promoveu com tanto peso de sua autoridade, a restauração da “Lectio Divina”: “Lembrem-se porém, que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada pela oração, a fim de se estabeleça um colóquio entre Deus e o homem. Pois ‘com Ele falamos quando rezamos, e Ele ouvimos quando lemos os Divinos oráculos’ “. (Stº Ambrosio)
Incentiva a irmos ao texto sagrado, quer pela Sagrada Liturgia, repleta da Divina Palavra, quer pela piedosa leitura, quer por cursos apropriados e outros meios que, com a aprovação e o empenho dos Pastores da Igreja, hoje em dia louvavelmente se difundem por toda a parte. O estudo está, porém, ao serviço da Lectio Divina, não a substitui. Será, de fato, como conhecer todas as qualidades de um alimento, mas não comê-lo, não experimentar-lhe o sabor e a eficácia nutritiva.
Na tradição cristã, o diálogo com Deus tem dois tempos: a leitura e a oração. A Lectio Divina, que significa leitura orante, “leitura de Deus”, é também a “arte de estudar deus” segundo a harmoniosa definição de São Gregório Magno, o que significa algo inesgotável, pois a Deus nunca vamos acabar de ler.
“Sejam as tuas Escrituras a minha casta delícia!” Assim rezava Santo Agostinho deixando cair como “escamas” toda a vã ciência da qual estava por muitos anos engolfado. Mas isto o conseguiu só quando decidiu deixar-se verdadeiramente converter pela Palavra de Deus.
Se escutar uma pessoa significa acolhê-la, escutar o Senhor significa dar crédito a Ele e aderir incondicionalmente à Sua Palavra. Como aos profetas da Antiga Aliança, hoje também a nós é mandado “comer o Livro” e assimilá-lo, sermos “servos da Palavra” segundo a bela expressão da Instrução Partir de Cristo, 24. Trata-se de um passivo e ativo, tendo disto o senso da fé, dispondo Àquele que fala o ouvido do coração todo envolto de reverente amor e resoluta deliberação em consentir prontamente, isto é, a tornar-se lugar em que cada Palavra Sua se faça ato vital.
Para que a leitura de Deus seja autêntica, é preciso ir com espírito de entrega, de perfeita disponibilidade ao que o Senhor vai nos pedir. Tal foi a disposição interior da Virgem de Nazaré quando ao anúncio do Anjo, a Palavra nela se fez Carne. Lembramos aqui a bela expressão de nosso irmão carmelita descalço, Rafael Kalinowisk: “Maria é o livro onde o mundo pode ler o Verbo de Deus”.
Lectio Divina é um trabalho de larga duração, que leva a uma profunda incessante, mas normalmente impermeável, de nossa intimidade com Deus. Por isso São João Crisóstomo orava diante da Bíblia: “Senhor Jesus Cristo, abre os olhos de meu coração...ilumina meus olhos com tua luz..., Tu somente és a única luz”.
Para muitos a linguagem da Bíblia ainda não é imediatamente compreendida. Uma iniciação adequada faz-se necessário, levando em conta o seu sentido histórico e literal; o sentido alegórico ou tipológico; o sentido antropológico ou moral e o sentido anagógico ou místico. Assim se tem uma leitura contemplativa da Bíblia e, em conseqüência, uma “teologia espiritual” que alimenta as nossas vidas. Fazendo isto, constatamos que cada Palavra da Sagrada Escritura, é inédita, é sempre como revelada de novo.
Um dos segredos de santidade de Santa Teresa do Menino Jesus, talvez o principal, era a sua plena aceitação da palavra de Deus para realizá-la e vivê-la. Jamais tentou acomodá-la a seu caminho, mas acomodou o seu caminho à Palavra de Deus, de um modo total e absoluto.
Da Palavra ouvida à Palavra vivida: este é o itinerário para cada um de nós. Deve fazer brotar em nossos corações o desejo da partilha e abrir-nos aos irmãos e irmãs na caridade fraterna e fazendo-nos crescer no senso comunitário. “Com minha vida - dizia São Nilo - interpreto toda a Escritura”.
“A santidade não é concebível senão a partir de uma renovada escuta da Palavra de Deus. ‘De modo particular_ lemos na Novo Milennio Ineunte_ é necessário que a escuta da Palavra se torne um encontro vital...[que] permite ler o texto bíblico como Palavra viva que interpela, orienta, plasma a existência’. É lá, com efeito que o Mestre se revela, educa o coração e a inteligência. É lá, que amadurece a visão da fé, aprendendo-se a olhar a realidade e os acontecimentos com o mesmo olhar de Deus, até se chegar a ter o ‘pensamento de Cristo’”. (ICor 2, 16) (Partir de Cristo, 24). E prossegue: “A Palavra de Deus é alimento para a vida, para a oração e para o caminho diário...”
Os quatro degraus da “Lectio Divina” são Leitura, Meditação, Oração e Contemplação. Trata-se de um processo dinâmico de leitura, em que várias etapas nascem uma da outra.
A Leitura é o ponto de partida, não é o ponto de chegada. Prepara o leitor e o texto para o diálogo da meditação. O seu objetivo é ler e estudar o texto até que ele, sem deixar de ser ele mesmo, se torne espelho e nos reflita algo de nossa própria experiência de vida.
Rompe a distância entre o ontem do texto e o hoje da nossa vida, a fim de poder iniciar o diálogo com Deus na meditação.
Sendo a “Lectio Divina” uma leitura orante, supõe a fé. Ela é a certeza de um encontro. Devemos ler, reler, voltar a ler; como carta desejada, não nos contentarmos com uma leitura só, e sabemos até ler entrelinhas. Hoje isto se torna um desafio. Vivemos numa época de dispersão, de imagens; faz-se necessário toda uma aprendizagem e uma ascese.
Sentindo-nos penetrados dos mesmos sentimentos em que foi escrito o texto, aí, como que de repente, damo-nos conta de que por meio dele, Deus está querendo falar conosco e nos dizer alguma coisa. É nesse momento que a leitura se transforma em meditação.
Dentro da dinâmica da “Lectio Divina” a Meditação ocupa um lugar central.
Uma das formas é repetir o texto, ruminá-lo até descobrir o que ele tem a nos dizer. A ruminação da Palavra de Deus comunica sabedoria de vida, vai exigindo que nos tornemos uma expressão da Palavra ouvida e meditada. “Não ressoe em nossos ouvidos sem deixar marcas, sem que se grave em nossos corações”. (São Gregório Magno, Mor 16, 35,43)
Cassiano aponta um aspecto importante da meditação; “Instruídos por aquilo que nós mesmos sentimos, já não percebemos o texto como algo que só ouvimos, mas como algo que experimentamos e tocamos com nossas mãos; não como história estranha e inaudita, mas como algo que damos à luz desde o mais profundo do nosso coração, como se fossem sentimentos que formam parte de nosso próprio ser”.
A meditação é semente da Oração, que seria o terceiro passo, embora esta atitude esteja presente desde o começo da “Lectio”.
A Oração, provocada pela meditação, inicia-se por uma atitude de admiração silenciosa e de adoração ao Senhor. É então que damos a nossa resposta à Palavra de Deus.
Só a experiência pode fazer-nos reconhecer o encontro com Deus. Que se pode dizer do fogo, quando se dentro dele?
“o aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus”; conforme o nº 19, 1 da Gaudium Spes. E ainda: “Este convite que Deus dirige ao homem, de dialogar com Ele, começa desde a existência humana”.
Há várias formas de Orar. Pode-se recorrer ao uso dos salmos. No dizer de Santo Agostinho, “Jesus é o grande cantor dos salmos.” Ele os usou freqüentemente.
A resposta a Deus pode ser de louvor ou ação de graças, de súplica ou de perdão. Ou simplesmente, segundo a rica expressão de nossa Santa Madre Teresa de Jesus, “A meu parecer, não é outra coisa a oração mental, senão um tratar de amizade com Aquele que sabemos nos ama”. E Santa Teresinha do Menino Jesus: “Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao Céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria”.
E a Contemplação, qual o momento em passarmos para ela? Não há resposta. A Contemplação é o que sobra nos olhos e no coração, depois que a oração termina.
A Contemplação fica para além do caminho da “Lectio Divina”, pois é o seu ponto de chegada. Não se trata de formar conceitos, mas de estar com o Senhor; é também capacidade de perceber a presença de Deus em tudo, nos acontecimentos, na história, nos outros. É, no encontro de um amor pessoal, uma experiência de Deus que se revelou e nos salvou a fim de nos fazer participar do diálogo do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Esta presença unifica os cacos da vida. Antecipa algo da alegria que “Deus preparou para aqueles que o amam”. (ICor 2,9)
Sigamos, pois o conselho do grande S. Bernardo: “Guarda, pois, a Palavra de Deus, porque são felizes os que as guardam; guarda-a de tal modo que ela entre no mais íntimo de tua alma e penetre em todos os teus sentimentos e costumes. Alimenta-te deste bem e tua se deleitará na fartura. Não esqueças de comer o teu pão que teu coração não desfaleça, mas que tua alma se sacie com este alimento saboroso. Se assim guardares a Palavra e Deus, certamente ela te guardará. Virá a ti o Filho em companhia do Pai, virá o Grande Profeta e renovará Jerusalém e fará novas todas as coisas. Graças a essa vinda, como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste. (ICor 15,49)” (Sermões de S. Bernardo, abade)
4h40: Despertar

5h: Ofício Divino da Manhã

5h30 às 6h30: Oração silenciosa, pessoal

6h30: Ofício Divino, Hora Terça

7h00: Celebração da Eucaristia

Café / Trabalho (Formação para o Noviciado)

11h00: Ofício Divino, Hora Sexta / Exame de consciência

11h30: Refeição/ Louça / Recreio

13h00 às 14h00: Silêncio sagrado/Tempo livre

14h00: Leitura espiritual de formação

14h45: Ofício Divino, Hora Nona/ Trabalho

16h35: Ofício Divino, da Tarde

17h00 às 18h00: Oração silenciosa, pessoal

18h00: Refeição/ Louça / Recreio

19h35: Ofício Divino, Completas/ Silêncio sagrado

21h00: Ofício Divino, de Leituras/ Repouso
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R. Dom Duarte Leopoldo e Silva, 50 - Santos/SP