• A Capela é aberta diariamente ao público para a Missa conventual às 7h00, de Segunda-feira a Domingo.

Atendimento na Portaria: 8h30 às 12h00 e 14h00 às 18h00.

• Para visitas e atendimento pessoal, agendar com antecedência.

• No Advento, Quaresma e no 1º Domingo de cada mês (retiro mensal) não recebemos visitas.





Santa Teresa de Jesus-Preparação para o V Centenario do seu Nascimento

Cipe

Archives Du Carmel De Lisieux

GOT – Grupo de Oração Teresiana

V Centenário Teresiano

Carmelitas - Portugal

Casa Natal de Santa Teresa de Jesús
Carmelitas Descalzos - Ávila
Quem é Teresa de Ávila?

Uma mulher que fala de Deus. Fala de Deus como de Alguém conhecido. Quem mergulhar na leitura destas suas Obras terá a real impressão de que ela se encontrou com Ele, antes de se pôr a escrever.

Mas nem todos viram a Santa de Ávila por esse prisma, houve quem dissesse tratar-se de uma mulher inquieta, andarilha, desobediente e teimosa, que a título de devoção inventava más doutrinas, andando fora da clausura, contra o que ordenara o Concílio de Trento e os prelados; ensinando como mestra, contra são Paulo, que ordenara às mulheres não ensinar.

Teresa de Ávila teve por inimigos aqueles que viam em nossa monja um perigo permanente: ela se apresentava como modelo de liberdade e de acesa busca do Absoluto, caminheira incansável e defensora da verdade. As ações, palavras e escritos dessa mulher audaciosa perturbaram a tantos, mas iluminaram a muitos outros em seu tempo e ao longo da história. A sua doutrina tornou-se um texto de indiscutível sabedoria, onde todos vão beber com segurança, em busca de uma autêntica experiência de Deus.

Teresa nasceu em 28 de março de 1515, em Ávila, e morreu em 4 de outubro de 1582, em Alba de Tormes. Viveu 67 anos, dos quais apenas vinte de intensa atividade como fundadora, escritora, contemplativa e caminheira de Deus pelas terras da Espanha do século XVI.
Educada com esmero, ouvia nas longas noites invernais, ao calor da lareira, a leitura da vida dos santos mártires, feita por seus pais. Animada por essas leituras, aos 7 anos Teresa sente a necessidade de fugir para a terra dos mouros, com seu irmão, Rodrigo. Fuga frustrada. Mas o ideal da fuga — "quero ver a Deus" — torna-se o seu horizonte de vida.

A morte da mãe, dona Beatriz, provavelmente em 1529, foi uma experiência cruciante, a partir da qual ela decide tomar Nossa Senhora por Mãe. Não obstante, confessa, continuou a viver uma vida medíocre, dedicando-se à leitura de romances de cavalaria, do que se sentiria culpada por muito tempo.

O pai, preocupado com o futuro da filha, decide levá-la para o colégio de Nossa Senhora das Graças (1531), onde Teresa foi recuperando o antigo fervor. A saúde é que se debilita, e Teresa é forçada a deixar o colégio em 1532 e a voltar para casa. Recuperada a saúde, pede ao pai para ingressar no Carmelo da Encarnação em Ávila. A recusa paterna leva-a a tomar uma atitude drástica: no dia 2 de novembro de 1535, junto com seu irmão, Antônio, que queria ser dominicano, foge de casa e é aceita entre as Carmelitas.

Em 1538, abandona o convento para restabelecer-se de uma enfermidade misteriosa que quase a levou à morte. A leitura do famoso livro Abecedário espiritual, do franciscano Francisco de Osuña, será para a jovem madre Teresa o início do despertar espiritual e do amor pela oração. O encontro com as Confissões de Santo Agostinho constituirá também uma retomada da vida de oração, ante a angústia que vai tomando forma em sua vida. Nesse processo, a presença de São Pedro de Alcântara, franciscano austero, um pouco extravagante em penitência, mas possuidor de grande sabedoria, será para a santa auxílio determinante.

A idéia de assumir como projeto de vida a regra primitiva do Carmelo foi se tornando lentamente o ponto de referência para a meditação e vida de Teresa.

No dia 24 de agosto de 1562, ela inicia nova vida no pequeno mosteiro de São José, em Ávila. Um desejo cada vez mais veemente leva Teresa a cuidar da propagação de sua obra. As fundações se sucedem com rapidez. Visões e graças místicas surgem como estímulo à doação integral e à radicalidade na vida de oração.

O sucesso da iniciativa teresiana estende-se de forma providencial e maravilhosa, com o auxílio de São João da Cruz, outro inquieto com a mediocridade do Carmelo. João planejava ir para a Cartuxa, mas Teresa o conquista para sua obra.

O duro período da reforma teresiana encontra madre Teresa atenta aos sinais do Espírito, sempre pronta a trabalhar sem desanimar em favor da obra que iniciara. Nem mesmo o seqüestro e prisão de João da Cruz no cárcere conventual de Toledo abatem o espírito dessa mulher, totalmente entregue à ação de Deus, tornada instrumento em Suas mãos. Ao redor da contemplativa carmelita encontramos um séquito de discípulos que passa a seguir sua doutrina. Assessorada por teólogos, doutos e sábios, consegue fugir à caçada da Inquisição. Problemas internos à reforma dos descalços a preocupam, mas sua personalidade de madre e fundadora não permite que dissensões internas entravem o assentamento da obra.

Teresa, obediente à Igreja, questionadora da Igreja, submissa à autoridade, procura caminhos para levar à frente os desígnios de Deus, defendendo, acima de tudo, a felicidade de ser filha da Igreja. Como tal, falece em 1582.

Com seus escritos, Teresa rompe os limites do mundo dos carmelitas descalços e das monjas carmelitas descalças. Seu nome, sua mensagem ultrapassam a Igreja e conquistam pessoas de todas as raças e religiões, em busca do Infinito e do desejo de Deus.

Não se pode hoje aprofundar o tema da necessidade do encontro do homem com Deus sem recorrer à experiência e doutrina teresianas. Os escritos teresianos se configuram como incomparável fonte de esperança. E Teresa tornou-se mestra e doutora.
O povo, que, com suas intuições, normalmente precede a Igreja, desde o início descobriu em Teresa a mestra dos espirituais. Paulo VI, no dia 27 de setembro de 1970, a proclamou solenemente doutora da Igreja.

A melhor forma de compreender a figura dessa mulher é aproximar-se de seus escritos em atitude de simplicidade, sem esquecer que Madre Teresa fala mais ao coração que à inteligência. A sua afetividade encontra pleno transbordamento no íntimo diálogo com Deus. O método de oração teresiano é o caminho que devemos seguir para obter a água da fonte para regar o jardim de nossa alma.




Não era Teresa senão uma menina de 7 anos quando arrastou a seu irmãozinho Rodrigo para a terra dos mouros com a esperança de que os decapitassem por Cristo. Espantava-os a afirmação, de que a pena e a glória eram para sempre. Ocorria-lhes de passarem muito tempo tratando disso e lhes agradava dizer muitas vezes: para sempre, para sempre!
E, saindo pela porta do rio Adaja... os fugitivos foram surpreendidos em sua fuga por um tio, que os reconduziu à casa paterna. Teresa, mais jovem que o irmãozinho, por sua vez, chefe da expedição, responde a seus pais inquietos que tratam de indagar o motivo desta fuga: “É porque quero ver a Deus, e para consegui-lo é preciso morrer!” Expressão candorosa de uma menina, que revela desde cedo o profundo de sua alma e pressagia o místico tormento de sua vida inteira.
Teresa quer ver a Deus, compreendê-lo com todo o poder de captação, ainda que sob a obscuridade da fé, para unir-se com Ele: Teresa será mestra dos caminhos interiores que conduzem à união transformante...

Faça o Download do Arquivo 24 de Agosto de 1562
4h40: Despertar

5h: Ofício Divino da Manhã

5h30 às 6h30: Oração silenciosa, pessoal

6h30: Ofício Divino, Hora Terça

7h00: Celebração da Eucaristia

Café / Trabalho (Formação para o Noviciado)

11h00: Ofício Divino, Hora Sexta / Exame de consciência

11h30: Refeição/ Louça / Recreio

13h00 às 14h00: Silêncio sagrado/Tempo livre

14h00: Leitura espiritual de formação

14h45: Ofício Divino, Hora Nona/ Trabalho

16h35: Ofício Divino, da Tarde

17h00 às 18h00: Oração silenciosa, pessoal

18h00: Refeição/ Louça / Recreio

19h35: Ofício Divino, Completas/ Silêncio sagrado

21h00: Ofício Divino, de Leituras/ Repouso
www.carmelodesantos.com.br
R. Dom Duarte Leopoldo e Silva, 50 - Santos/SP