• A Capela é aberta diariamente ao público para a Missa conventual às 7h00, de Segunda-feira a Domingo.

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Santa Teresa de Jesus-Preparação para o V Centenario do seu Nascimento

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V Centenário Teresiano

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Carmelitas Descalzos - Ávila
Nasceu em Ávila, Espanha, a 28 de março de 1515. Entrou na Ordem do Carmelo, deu grandes passos no caminho da perfeição e teve revelações místicas. Ao empreender a reforma de sua Ordem defrontou-se com muitas tribulações, mas, com ânimo intrépido, superou todas as dificuldades. Escreveu obras cheias de altíssima doutrina e comprovadas pela experiência espiritual. Morreu em Alba de Tormes, no ano de 1582.


Do Livro Castelo Interior de Santa Teresa de Jesus (1M 1,1-3.5.7)
“Estando eu hoje suplicando a Nosso Senhor que falasse por mim — já que eu não atinava com o que dizer nem sabia como começar a cumprir a obediência —, deparei com o que agora direi para começar com algum fundamento. Falo de considerar a nossa alma como um castelo todo de diamante ou de cristal muito claro onde há muitos aposentos, tal como no céu há muitas moradas. A bem da verdade, Irmãs, não é outra coisa a alma do justo senão um paraíso onde Ele disse ter Suas delícias. Pois não achais que assim será o aposento onde um Rei tão poderoso, tão sábio, tão puro, tão pleno de todos os bens se deleita?
Não encontro outra coisa com que comparar a grande formosura de uma alma e a sua grande capacidade. De fato, a nossa inteligência — por aguda que seja — mal chega a compreendê-la, assim como não pode chegar a compreender a Deus; pois Ele mesmo disse que nos criou à Sua imagem e semelhança.
Se assim é — e não há dúvida disso —, não há razão para nos cansar buscando compreender a formosura deste castelo. Pois, ainda que entre ele e Deus exista a diferença que há entre Criador e criatura — já que esse castelo é criatura —, basta que Sua Majestade diga que o fez à Sua imagem para que possamos entender a grande dignidade e formosura da alma.
Não é pequena lástima e confusão que, por nossa culpa, não nos entendamos a nós mesmos nem saibamos quem somos. Não seria grande ignorância, filhas minhas, que se perguntasse a uma pessoa quem é e ela não se conhecesse nem soubesse quem foi seu pai, sua mãe ou a terra em que nasceu?
Se isso seria grande insensatez, muito maior, sem comparação, é a nossa quando não procuramos saber quem somos e só nos detemos no corpo. Sabemos que a nossa alma existe apenas por alto, porque assim ouvimos dizer e porque assim nos diz a fé. Mas poucas vezes consideramos as riquezas existentes nessa alma, seu grande valor, quem nela habita; e, assim, não damos importância a conservar sua formosura. Todos os cuidados se consomem na grosseria do engaste ou muralha deste castelo, que são os nossos corpos.
Consideremos, portanto que esse castelo tem, como eu disse, muitas moradas, umas no alto, outras embaixo, outras dos lados. E, no centro, no meio de todas está a principal, onde se passam as coisas mais secretas entre Deus e a alma.
Deveis compreender bem esta comparação; talvez queira Deus que eu possa por meio dela dar-vos a entender alguma coisa das graças que Ele concede às almas e das diferenças que há entre elas, até onde eu tiver entendido ser possível — pois são tantas e tamanhas essas graças que ninguém seria capaz de conhecê-las a todas, muito menos eu, que sou tão ruim. Pois vos será de grande consolo, quando o Senhor vos conceder essas graças, saber que Ele o pode fazer; quanto àquelas a quem não forem elas concedidas, que louvem a Sua grande bondade.
Assim como não nos causa prejuízo considerar as coisas que há no céu e o que nele gozam os bem-aventurados, antes nos alegrando e nos estimulando a alcançar o que eles já fruem, tampouco nos prejudicará ver que é possível, ainda neste desterro, comunicar-se tão grande Deus com uns vermezinhos asquerosos como nós e amá-los com uma bondade tão plena e uma misericórdia tão sem limites.
Tenho por certo que quem se perturbar em saber que Deus concede grandes graças já neste exílio está muito desprovido de humildade e de amor ao próximo; se assim não é, como podemos deixar de nos alegrar com o fato de Deus conceder essas graças a um irmão nosso, já que isso não impede que o faça a nós, e de Sua Majestade dar a entender Suas grandezas a quem quer que seja? Algumas vezes Ele o fará apenas para mostrar essas grandezas, como afirmou a propósito do cego a quem deu a visão quando os apóstolos Lhe perguntaram se a cegueira se devia aos seus pecados ou aos dos seus pais.
E assim acontece de Deus conceder essas graças não porque as pessoas que as recebem sejam mais santas do que as outras, mas para que se conheça a Sua grandeza — como vemos em São Paulo e em Madalena — e para que O louvemos em Suas criaturas.
Voltando, pois, a nosso formoso e agradável castelo, temos de ver como entrar nele.
Pode parecer que digo algum disparate; porque, se esse castelo é a alma, claro está que não se trata de entrar, pois, se é ele mesmo, pareceria desatino dizer a alguém que entrasse num aposento estando já dentro. Mas deveis saber que há grande diferença entre os modos de estar; existem muitas almas que ficam à volta do castelo, onde estão os que o guardam, e que não têm interesse em entrar, não sabendo o que há nesse precioso lugar, nem quem está dentro, nem sequer que aposentos possui. Certamente já vistes alguns livros de oração aconselharem a alma a entrar em si mesma; pois é assim que penso.
Pelo que posso entender, a porta para entrar nesse castelo é a oração”.
4h40: Despertar

5h: Ofício Divino da Manhã

5h30 às 6h30: Oração silenciosa, pessoal

6h30: Ofício Divino, Hora Terça

7h00: Celebração da Eucaristia

Café / Trabalho (Formação para o Noviciado)

11h00: Ofício Divino, Hora Sexta / Exame de consciência

11h30: Refeição/ Louça / Recreio

13h00 às 14h00: Silêncio sagrado/Tempo livre

14h00: Leitura espiritual de formação

14h45: Ofício Divino, Hora Nona/ Trabalho

16h35: Ofício Divino, da Tarde

17h00 às 18h00: Oração silenciosa, pessoal

18h00: Refeição/ Louça / Recreio

19h35: Ofício Divino, Completas/ Silêncio sagrado

21h00: Ofício Divino, de Leituras/ Repouso
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