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Segundo a palavra autorizada do teólogo Divo Barsotti, em seu tratado “La Sacra Scrittura nella Teologia Mistica di Giovanni della Croce”, vemos que nas obras de S. João da Cruz são citados quase todos os livros da Bíblia; o que nos deixa mais estupefatos é o número de citações. Tal fato nos assegura que, a vida interior do Santo, não depende de um determinado texto, mas de modo geral, do estudo e do amor que possuía o Santo pela Bíblia.
Entende-se o empenho do Santo em citar a Sagrada Escritura em latim e multiplicar as citações a fim de assegurar ao texto uma maior autoridade e, sobretudo para não incorrer na Inquisição. Sabemos bem, qual condenação teve que sofrer dentre os maiores escritores espanhóis, Luís de Leon, por haver traduzido na língua nacional e comentado o Cântico dos Cânticos! Tal a situação histórica em que viveu.
S. João da Cruz demonstra em seus escritos uma fidelidade criativa à Palavra de Deus, fruto de seu amor profundo a ela. É o Carmelita que assumiu plenamente o convite da Regra, e conseguiu realizá-lo, dando lugar a um modo original de confronto com a Palavra. São os seus escritos como instrumento vital de transmissão de sua experiência e através dos quais constatamos uma verdadeira Lectio Divina.
Assim, no livro da Subida, embora não seja um tratado que mais diretamente renda testemunho da experiência do Santo, não se lhe pode negar um alto valor. É o Santo que viveu a mais obscura purificação interior no cárcere de Toledo, que, agora sobre o cimo da Santa Montanha, revê o áspero e difícil caminho do nada que teve que fazer para salvar-se. Nesta obra devemos sublinhar a forte presença de alguns livros da Sagrada Escritura que, não retornarão mais nas outras obras do Santo, ou não terão mais tal peso. É o livro de Coelét, mas também os livros de Jeremias e de Isaías. Encontram-se na Subida: 19 citações do Êxodo, 13 de Coelét, contra uma só no Cântico Espiritual, 15 de Jeremias e nenhuma citação do Cântico dos Cânticos, 21 de Isaías contra 6 citações no Cântico Espiritual. A preferência destes livros pode sugerir muita coisa, tal a sua identificação com os personagens bíblicos!
À Subida segue-se outra obra sua: Noite Escura. Nesta há quase um complemento da Subida, e o Santo parece, com as mesmas citações da Bíblia querer completar o ensinamento sobre a purificação da alma. As citações mais numerosas são dos dois livros da Sagrada Escritura que a Subida inexplicavelmente parecia haver esquecido: Jó e as Lamentações. As 16 citações do primeiro e 9 deste segundo livro nos faz determinar, determinar, independentemente das palavras do Santo e do seu comentário, o sentido da Noite e o seu conteúdo. Porém, a citação mais longa é junto ao cântico do Livro de Jonas no ventre do peixe (II Noite Escura 6, 3), toda a terceira Lamentação (II Noite Escura 7, 2).
Não são as palavras da Bíblia que determinam a sua experiência, mas, nelas S. João da Cruz procurou e encontrou uma confirmação para a própria experiência. Entretanto, o seu relacionamento com a Palavra de Deus, não se restringe às duas obras citadas. É a leitura atenta do Cântico Espiritual e da Chama Viva de Amor que melhor revelam a grandeza do Santo, o seu relacionamento e a sua experiência de Deus não em uma mística de Essência, mas em uma comunhão de amor; a sua alma não se perde no oceano da Divindade, mas se orienta totalmente para o Amado, e vive um drama de amor. Ainda na iminência da morte, ele faz com que leiam este livro inspirado e saboreia profundamente os seus versículos.
As citações do Novo Testamento se multiplicam na segunda metade do Cântico Espiritual, são citações se S.Paulo e, sobretudo do IV Evangelho. Na dependência do Evangelho, aquilo que o santo agora prefere ao tema das núpcias, é o tema da adoção filial: é no Filho que nós somos filhos e este relacionamento fundamenta-se, então, naquela unidade que realizou as núpcias da alma com o Verbo.
Quando o Santo nos fala da vida da alma transformada, dá testemunho desta experiência recorrendo à palavra mesma de Jesus na sua Oração Sacerdotal. A experiência mística mais alta é fruto da Palavra divinamente eficaz do Filho de Deus: é esta Palavra que opera a obra da transformação da alma e realiza a união da alma com Deus.
Não fosse o limitado espaço, poderíamos ainda sublinhar o uso que o Santo faz dos Salmos. Não se pode esquecer a citação do Cântico dos Cânticos (1, 5) que fecha o seu epistolário e é a última palavra que ele nos deixou: “Os filhos de minha mãe se voltaram contra mim.” (Carta ao Pe. João Evangelista, Úbeda, outubro/novembro 1591). Ao total, há uma contagem aproximadamente de 1.160 citações do Antigo Testamento e 493 do Novo Testamento.
Nestas poucas pinceladas, somadas aos testemunhos de seus biógrafos podemos afirmar que o nosso Santo fez da Bíblia o seu “vade-mecum”; esta foi sem dúvida, “o único Livro que, com toda a propriedade, se pode chamar fonte da experiência e dos escritos de João da Cruz. É seu livro de cânticos, meditação de cabeceira, de viagem, de contemplação, de práticas” (F. Ruiz, Místico y maestro...).
4h40: Despertar

5h: Ofício Divino da Manhã

5h30 às 6h30: Oração silenciosa, pessoal

6h30: Ofício Divino, Hora Terça

7h00: Celebração da Eucaristia

Café / Trabalho (Formação para o Noviciado)

11h00: Ofício Divino, Hora Sexta / Exame de consciência

11h30: Refeição/ Louça / Recreio

13h00 às 14h00: Silêncio sagrado/Tempo livre

14h00: Leitura espiritual de formação

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18h00: Refeição/ Louça / Recreio

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R. Dom Duarte Leopoldo e Silva, 50 - Santos/SP